Eu sempre fui vista como a “mulher poderosa”. Aquela que resolve crises no trabalho, que lidera equipes e que parece ter a vida sob controle.
Mas, por trás dessa fachada de autoconfiança, existia um segredo que me corroía: a insegurança feminina que florescia justamente nos momentos de maior vulnerabilidade.
O medo de não estar à altura das expectativas, de não ser “perfeita” ou de simplesmente não conseguir me desligar das pressões externas, criou um bloqueio invisível na hora H. Eu não tinha um problema físico; eu tinha uma mente que se recusava a me dar trégua.
A cobrança pela performance e o bloqueio mental
A sociedade nos vende a ideia de que a mulher moderna deve ser incrível em tudo, inclusive entre quatro paredes. Essa cobrança silenciosa transformou meus momentos de prazer em uma espécie de exame final.
Em vez de sentir, eu pensava. Eu analisava meu corpo, minha performance e a reação do outro. Essa insegurança feminina agia como um ruído constante, impedindo que os estímulos chegassem onde precisavam. Eu estava ali, mas minha mente estava presa em um loop de “e se eu falhar?”.

Percebi que o excesso de pensamentos é o maior sabotador do corpo. Quando tentamos performar um papel de “mulher fatal” ou “mulher poderosa” sem estarmos conectadas com nosso desejo real, o corpo reage com o fechamento.
Eu me sentia frustrada e, muitas vezes, evitava a intimidade apenas para não ter que lidar com a sensação de insuficiência. O prazer tinha se tornado uma tarefa, e a falha era o meu maior medo.
Como a mente sabota o corpo: O ciclo da ansiedade
O que eu demorei a entender é que a mente e o corpo falam línguas diferentes quando estamos sob pressão. Enquanto o corpo precisa de relaxamento e presença para florescer, a mente ansiosa vive no futuro ou na autocrítica.
Esse descompasso gera o que muitos chamam de “anestesia emocional”. Eu não conseguia atingir o ápice porque meu sistema nervoso estava em modo de alerta, como se houvesse um perigo iminente, quando na verdade o único “perigo” era o meu próprio julgamento.
A insegurança feminina se alimenta do silêncio. Quanto menos eu falava sobre isso, maior o bloqueio se tornava.
Eu precisava de um ambiente onde pudesse desconstruir essa imagem de “mulher inabalável” e entender que a vulnerabilidade não é uma fraqueza, mas a porta de entrada para o prazer real. Eu precisava aprender a silenciar a crítica interna para conseguir ouvir os desejos do meu próprio corpo.
O início da libertação: Aceitando a vulnerabilidade
A mudança começou quando admiti que não precisava ser perfeita o tempo todo. A busca por um espaço de privacidade absoluta e acolhimento me levou a entender que eu não estava sozinha nessa jornada.
Entender que a mente pode ser treinada para se tornar uma aliada, e não uma carcereira, foi o primeiro passo para derrubar os muros que eu mesma construí.

Hoje, entendo que a verdadeira “mulher poderosa” é aquela que se conhece o suficiente para respeitar seus limites e abraçar suas imperfeições.
A jornada de volta para o meu próprio prazer exigiu que eu fizesse as pazes com a ideia de que o sexo não é uma performance, mas uma conexão — comigo mesma e com o outro. E essa conexão só acontece quando a mente finalmente permite que o corpo assuma o controle.
O caminho da reconexão
Reconhecer que a ansiedade e a insegurança estão no comando é o primeiro passo para retomar as rédeas da sua vida íntima.
Se você também se sente pressionada a ser perfeita e acaba se perdendo de si mesma, saiba que o autoconhecimento é a única ferramenta capaz de desligar esse sabotador interno. Sua mente pode ter criado o bloqueio, mas ela também detém a chave para a sua liberdade. Você sente que sua mente não “desliga” nem nos momentos mais íntimos?
Entender como seus pensamentos influenciam diretamente suas sensações corporais é fundamental para vencer esses bloqueios.
